sexta-feira, 6 de fevereiro de 2004

Sexta de novo....


Ele tinha perto de um ano de vida,...., e de tanto ouvir sua mãe cantar a musica do boi da cara preta, acabou ficando com o nome na cabeça.
Aos poucos tudo pra ele era boi.....
boi (cadeira),.....boi(mesa).......boi(tudo....)
Ao ter mais contacto com as coisas e as pessoas, descobriu que as coisa tinham sobrenome, um segundo nome além de boi.
Foi aí que ele teve conhecimento linguistico e descobriu o "prefixo" e o "sufixo".......... Então as coisa tinham nome composto.......boi-cadeira,.....boi-mesa.......boi-tudo......
Até que a clareza relativa chegou até a ele e ele descobriu que tudo era tudo, e boi era só ele.....
Passou a ser o boi.....se apresentava como boi.....em ocasiões mais formais, dizia....."meu nome é fulano de tal,.....mas pode me chamar de boi...."
Será mesmo que o boi é um animal triste que nasceu para engordar e morrer, servindo aos demais seres......os humanos principalmente....
O boi por um acaso é um animal arrogante e metido a besta, que não se comunica com nada, não entende nada e passa a vida a mascar......
Ou será que dentro daquelas arroubas se esconde um ser docil e resignado, a ponto de seguir por onde não há obstáculos.....por onde os boiadeiros o "tocam"
Sei lá.....
Porque "corno" tem chifre? de onde tiraram essa?
Sei lá....
Será mesmo que o boi faz "mú"? já procuraste ouvir a sonoridade dele, me parece muito mais "mó"......

.....E hoje ele foi promovido a "Tio-boi".....
Sexta.

Paulinho morava com mais um, em copacabana, era um sujeito livre de tudo.
O que aumentava ainda mais a sua liberdade era o facto de possuir uma moto.
Ela andava pra cima e pra baixo com aquela moto.....Trabalhava no Departamento Juridico de um banco, no centro da cidade, e de noite, estudava Direito, na Puc.
Num dia quente, abafado, voltando do trabalho, la pelas 18h00, encosta ao lado dele, no semaforo, uma outra moto, bem mais antiga e bem surrada,.....nela estavam dois tipos com cara e poucos amigos.
Um deles mandou-o que descesse da moto, só que Paulinho não obedeceu e arrancou com a moto, e saiu em disparada pelas ruas de copacabana,.....e, com a outra moto atrás.
De repente, ao virar a direita na Rua Anita Garibaldi, ele chegou no Bairro do Peixoto,.......e os dois tipos atrás dele.....Ao que ele viu uma cabine da policia, chega, encosta e grita para o policial, chamando-o para fazer uma captura.....ao que o policial atendeu prontamente, babando de prazer, e sobe na garupa da moto.
já a umas dezenas de metros, os dois tipos, parados, observam.....
De repente, a história se inverte, e os tipos passam a fugir do Paulinho e o guarda em sua garupa.
Os fugitivos começam a atirar para trás, e o guarda faz o nosso herói da história de escudo, iniciando-se um tiroteio em alta velocidade pelas ruas de copacabana.
Algumas quadras a frente, os fugitivos, entram em uma contra-mão e dão de cara com um onibus (ou autocarro) parado, descarregando passageiros, e colidem de frente.
Paulinho chega ao local, onde os tipos estão caídos, gemendo, e pula da moto, desferindo chutes nos dois, para imobilizá-los mais e ganhar tempo, até que o policial chame reforço.
Ao chegar o reforço policial, Paulinho ainda estava chutando e chingando os tipos....
Foram levados e presos os recalcitrantes....
Dias depois, Paulinho foi chamado na corporação da policia para receber, das mãos do Secretário de Segurança da cidade do Rio de Janeiro a Comenda de Mérito do Estado, por serviços prestados à comunidade.