quinta-feira, 27 de julho de 2006

sabe, nem sei o seu nome, mas estou encantado, encurralada na rua, me inspirou, precisada, me senti solicitado, desamparada, senti emoção.
há muito tempo não sentia o que despertou, estava alheio, deportado desse mundo, condenado ao nada, ao vazio, entretanto surge o evento, o estalo tilinta minhas pernas, agradeço imensamente, estou de volta à plenitude, afinal, em certos momentos da vida somos todos iguais, sentimos coisas inerentes, pertencentes e de direito de todos.
datavenia!
o sorriso foi quase tudo, as pintas remeteram-me a sonhos idos, sumidos e incontemporâneos. tinha um cachorro na cena, tinha que ter, minha vida não existe sem esses sêres, sempre participam da novela, uns coadjuvantes, outros determinantes em cena. e que desempenho!!!
pra quem não sabe amar, fica esperando alguém que caiba no seu sonho, pra quem vê a luz mas não ilumina suas incertezas, querendo sempre aquilo que não tem......
saí da linha, perdi o fio da meada, excluí-me do senso comum, enlouqueci.
o rendez-vous me trouxe de volta, me sinto inserido entretanto calouro.
que essa figura saiba, por vias sutis de onda vibratória, que estou agradecido pelas boas novas que a vida me trouxe.

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