Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

Esse é o meu amor:

Quebrar uma “conduta” costumeira - mal acostumada - é como tentar convencer um gato de que o rato é de brinquedo e que o vizinho tem cachorro.
Ele faz cara de que entendeu tudo e você pode jurar que ele entendeu mesmo. Entretanto, o gato é emocionalmente fugaz, hedonista e se importa somente com os momentos em sua zona de conforto, na qual ele encontra: o calor do colo e da melodia da voz, um pires de leite - preferencialmente adoçado com mel - e a liberdade de continuar alienado. Essa é a tradução da felicidade para o gato, que de livre não tem nada. Já que, liberdade implica autoconhecimento mais do que conhecimento de qualquer verdade – e o gato, entre satisfações e arrepios, acredita que é feliz correndo atrás de ratos de brinquedo e pulando no quintal do vizinho, direto para goela de uma cadela qualquer.
Eu adoro tal bichano! Mas, não terei paciência se, depois, ele tentar passear entre minhas pernas e ao descobrir a inutilidade de tal estratégia, ficar miando sofriiido nos telhados.
Seja no ar, na terra, ou até navegando, que cada animal fique com seu igual. Cão com cadela, galo com galinha, boi com vaca. Eu sou mais os cavalos, que mesmo encilhados, não se deixam levar por rédeas alheias ou por quaisquer cabrestos que mal acostumem seus passos. Ter autoconfiança para conhecer seus limites e derrubar seus defeitos é o começo para a liberdade.... Arre égua!!!

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