domingo, 12 de dezembro de 2010

Que me leve, que me leve;
Que me conforte com sua boa nova;
Que me acalente por entre seus acordes.

Quero viver esses momentos de conforto;
Quero sentir o ar entrando em meus pulmões,
Adocicado como o mel, traduzindo felicidade;

Entre a satisfação e o arrepio,
Que venham os sons,
Que venham todos os sons.

sábado, 6 de novembro de 2010

Pedi ajuda pra uma pessoa.
Pedi pra esse tal de Fernando,
Pra me ajudar a falar-te de AMOR.


O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Oh, poetiza, me conforta,
Não sei versar, não sei cantar, nem tocar instrumento nenhum,

Tenho síndrome de querer alguma coisa,
Síndrome de não saber como ter,
Síndrome de quem tem mas não quer,
Síndrome de quem quer o que não tem,
Tenho síndrome!

Tenho vazio, dentro desse tão cheio,
Desse Chorão que berra e cai, se joga como as folhas de um chorão,
Se joga como um moleque chorão,
Se joga e não explica,
Se ....

Oh, poetiza, me ajuda,
algo ferve dentro de um mim,
Ferve e congela ao aceno de "tchau, até nunca"
Sublima do vaporoso-caloroso pra o gelado-duro...
Confusão dentro arde,
Por fora, bela viola...

Oh, poetiza, me ensina,
Me ilumina, me faz grande também,
Me diz como dizer eu te amo, sem cobrar,
Me diz como ser encantar os olhos, como fazer surgir toda a imagem objetiva que esse meu amor projecta no vacuo.

Oh, poetiza, me salva,
Me salva dessa tristeza, dessa agonia de ser,...,e não bastar
....De gerar e não gerir,
....De criar e não sustentar,
...De sustentar mas cair