segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Prosa da modernidade: ascensão e queda do quem cala consente


Essa é a maior balela dita por aqueles que tentam esconder a sinceridade.

Quem cala consente é a grande desculpa do apressado. Aquele que nem espera a resposta.

Quem cala consente não tem relação com o silêncio. É no silêncio que se ouve o próprio interior, ou o próprio ego em sua jurisprudência uni-umbilical.

O silêncio do quem cala consente esconde também um não consentimento educado como quem pensa: o que eu respondo?

Quem cala consente não cala tampouco consente, esconde muitas vezes uma retórica contra-ataque de negativa, de nem a pau!

Outras vezes, quem cala se posiciona, se esconde atrás  da cortina da timidez, do não resposta.
Quem cala, cala! indiferente, transversal, ciente do seu próprio querer.

Sem comentários:

Enviar um comentário